Conversar
Método BASE · versão 1.0, em calibração

O que a gente mede, como mede e o que não mede.

Esta página existe para você julgar o método antes de conversar com a gente. Ela mostra o instrumento, a auditoria, os limites e o que ainda não está provado.

01 · Por que dois

A empresa e quem decide são medidos separadamente.

Quase todo diagnóstico de gestão olha para a empresa e trata o dono como contexto. O Método BASE mede os dois como objetos distintos, com instrumentos distintos, e depois lê um ao lado do outro.

A razão é prática. Uma operação frágil conduzida por um gestor preparado precisa de estrutura. Uma operação organizada conduzida por alguém que centraliza tudo precisa de outra coisa — e as duas situações produzem sintomas parecidos vistas de fora. Sem separar, o plano erra o alvo e o problema volta no ciclo seguinte.

O Score do Dono é um instrumento psicométrico. O Score do Negócio é um índice auditado por evidência documental. São naturezas diferentes, e a gente não mistura as duas.
02 · O que é medido

Seis pilares no negócio, seis eixos no dono.

Negócio

Pessoas & Cultura

Contratação, retenção, clima e o que a equipe faz sem ser mandada

Gestão & Processo

O que está documentado, o que é medido e o que só existe na cabeça de alguém

Marketing & Vendas

Origem do cliente, previsibilidade do funil e concentração da receita

Finanças & Contabilidade

Controle de caixa, conhecimento de margem e separação entre pessoa física e jurídica

Governança & Compliance

Alçadas, organograma, regularidade fiscal e trabalhista

Estratégia & Direção

Metas escritas, revisão periódica, inovação e aprendizado

Dono · com o peso de cada eixo

Autoconhecimento & Propósito 16%

O que move, o que atrapalha, e o quanto disso é sabido

Liderança & Pessoas 20%

Como a equipe se comporta na ausência de quem manda

Visão & Estratégia 16%

Horizonte de decisão além do mês corrente

Domínio do Negócio & Delegação 23%

O quanto a empresa anda sem o dono

Resiliência & Realização 15%

Comportamento sob pressão e capacidade de terminar

Ética & Aprendizado Contínuo 10%

O padrão sustentado quando ninguém está conferindo

Os pesos do Dono não são iguais porque os eixos não pesam igual. Domínio do Negócio & Delegação é o mais pesado — e também o mais verificável, porque se materializa em documento da empresa.

03 · O Exame

Sessenta itens, respondidos sozinho.

60 itens

Cinco por sinal vital, em escala de 1 a 5.

20 a 26 minutos

Cerca de 12 no Negócio, cerca de 12 no Dono.

Online

No computador ou no celular. Salva sozinho — dá para parar e voltar.

Sozinho

O dono responde sem ninguém da BASE assistindo.

Por que sozinho: responder com o consultor ao lado contamina a resposta, e a hora do consultor rende muito mais na auditoria do que vendo alguém clicar.

Três tipos de item, declarados

Auditável

Auditável

Você responde, e a gente confere contra documento. Se divergir, o valor é ajustado — com o documento registrado ao lado.

Observável

Observável

Você responde, e a gente registra o que observou na sessão.

Interno

Interno

Só seu. A gente não toca, não ajusta e não discute com mais ninguém.

04 · A auditoria

O que você respondeu, conferido contra o que existe.

É aqui que o Diagnóstico deixa de ser questionário. Cerca de dois terços dos itens do Negócio são verificáveis em documento. Pedimos sete:

  1. DRE ou balancete dos últimos 12 meses

  2. Extrato consolidado — ou a confirmação de que as contas são separadas

  3. Faturamento mensal de 12 meses e os cinco maiores clientes

  4. Folha, com admissões e demissões dos últimos 12 meses

  5. Certidões fiscal e trabalhista

  6. Três processos críticos documentados

  7. Planejamento e metas do ano

A regra de ouro

Ausência de evidência é dado, não lacuna.

"Não existe DRE" já classifica o pilar. Você não precisa organizar nada antes de começar — o estado em que os documentos estão hoje é parte do diagnóstico.

Como o ajuste é registrado. Nenhum valor muda por opinião. Todo ajuste carrega cinco campos: o item, o que você respondeu, a evidência, o novo valor e a justificativa em uma frase. Sem os cinco, não há ajuste.

05 · O principal achado

A distância entre o que você acha e o que aparece.

O relatório mostra duas colunas lado a lado: o que você respondeu e o que a evidência sustenta. A diferença entre elas é o achado mais útil do diagnóstico — mais que o número.

Divergir não é erro nem má-fé. Na maioria das vezes é sinal de que a informação não chega até você no formato certo, ou de que algo mudou e a percepção ficou para trás. É exatamente isso que dá para corrigir.

06 · Como acontece

Do exame à devolutiva.

  1. Perfil da empresa

    Você · online 3 min

  2. Questionário do Negócio

    Você, sozinho · online 10–13 min

  3. Questionário do Dono

    Você, sozinho · online 10–13 min

  4. Envio das evidências

    Você · área privada —

  5. Sessão de auditoria

    Você e o consultor · presencial ou vídeo ~2h

  6. Cálculo e leitura

    Consultor · interno —

  7. Devolutiva

    Você e o consultor · presencial ou vídeo ~1h30

Depois da devolutiva vêm o Protocolo e o Acompanhamento — o ciclo, dimensionado caso a caso.

O resultado não aparece antes da devolutiva. Não existe tela que libere o número antes da conversa: um score lido sozinho, fora de contexto, funciona como ameaça e não como informação.

07 · O Relatório

O que fica escrito.

  1. A faixa do Negócio e a do Dono, com a banda

    Porque um número sem margem finge uma precisão que ele não tem

  2. O radar dos 12 Sinais Vitais

    Cada sinal separado, não só o agregado

  3. A leitura de convergência

    O que você respondeu ao lado do que a evidência sustenta

  4. O ponto de atenção e os dois pontos de apoio

    Onde dói, e o que já está funcionando

  5. As dores confirmadas na sessão

    Só as que a auditoria confirmou

  6. As evidências recebidas — e as ausências, registradas

    A ausência também é dado

  7. A versão do método e o rodapé de salvaguarda

    Para que se saiba sob que régua a leitura foi feita

As faixas

  1. Operação Dependente

    No dono: Fundador Operador

  2. Operação em Formação

    No dono: Gestor em Formação

  3. Operação Consolidada

    No dono: Gestor Consolidado

  4. Operação Escalável

    No dono: Líder Multiplicador

  5. Operação Autônoma

    No dono: Líder Estratégico

A gente não diz "você é Fundador Operador". A faixa descreve um estado da operação num momento, não um traço da pessoa — e todo relatório vem com o que é preciso para sair dela.

Sobre o documento: o Relatório é registro, não rascunho. Depois de entregue, não é editado. Se houver erro material, sai uma versão retificada — preservando a original, com motivo, data e aviso a você. Se algo mudar, aparece que mudou.

08 · A separação

Nenhuma recomendação. Nenhum preço. Nenhuma oferta.

O Relatório de Diagnóstico não propõe nada. A proposta de intervenção — o Protocolo — vem em documento separado, depois da devolutiva.

Por quê. A pergunta justa é: "quem decide que eu preciso da fase 2 é quem vende a fase 2?" A separação é o que permite responder com honestidade:

O diagnóstico é calculado, não opinado. A fórmula é pública e você pode refazer a conta. A recomendação vem depois e em separado — e você pode contratar outro para executá-la.

O mesmo vale quando indicamos um parceiro: sempre com mais de uma opção, incluindo o fornecedor que você já tem, e sempre declarando a relação comercial que temos com ele. Quem pontua é a BASE. Quem executa é outro.

09 · Origem

O que é emprestado e o que é nosso.

O Método BASE adapta, para empresas reais, um sistema de clusterização por maturidade validado em mais de 1.400 organizações no Movimento Empresa Júnior, combinando-o com frameworks consagrados de competência empreendedora (EntreComp, da União Europeia; McClelland e o EMPRETEC, do SEBRAE) e de saúde organizacional (Flamholtz; McKinsey OHI).

O que é autoral: a arquitetura de dois atores, o cruzamento entre eles, a biblioteca de dores calibrada para empresas de R$2 a R$10 milhões e a base de dados própria que se acumula a cada diagnóstico.

A pergunta direta

"Isso não é a metodologia da Brasil Júnior com outro nome?"

A régua de maturidade vem de lá, e a gente credita. O que é nosso é medir o dono junto com o negócio e cruzar os dois.

10 · O estado do método

O que já está de pé e o que ainda não está.

Está de pé

O instrumento de 60 itens, escrito segundo método psicométrico reconhecido; a regra de agregação, que é pública e refazível; os critérios de auditoria; e as regras de validade da aplicação.

Ainda não está

A calibração estatística da régua. Ela exige volume — cerca de 150 aplicações — e a gente não tem esse volume ainda. Enquanto não tiver, a versão é 1.0, em calibração, e está escrito no rodapé de todo relatório.

O que isso muda para você: as faixas são leitura de estado, não medida de precisão fina. É por isso que o relatório entrega banda, e não um número seco. Quando a base chegar ao volume necessário, a régua é recalibrada e vira a versão 2.0 — e quem participou antes fica registrado como parte da base fundadora.

A gente prefere dizer isso agora a ser perguntado depois.

11 · Salvaguarda

Os limites, escritos.

O BASE Score é um instrumento de diagnóstico de gestão empresarial. Não constitui avaliação clínica, psicológica, pericial, contábil, tributária ou jurídica, nem substitui parecer de profissional habilitado.

Se fizer sentido, a conversa é o próximo passo.

Trinta minutos, sem custo. Se você preferir começar por algo menor, o Score Express é gratuito e leva cinco minutos — sabendo que ele é autorrelato, e só isso.

Conversar 30 minutos Fazer o Score Express